Pr. Josué Gonçalves: ‘Porque os homens e as mulheres são tão diferentes’


casamento: homens e mulheres
Apesar de todas as dificuldades e desafios que a relação a dois envolve, as pessoas continuam encontrando boas razões para se casarem, que vão desde o medo de estar só (Gn 2.18), até os desencadeados pelos temores da vida contemporânea, de construir um lar que funcione como porto seguro num mundo cada vez mais cheio de incertezas, além de outros.
As diferentes motivações e necessidades
Homem e mulher são dois modos de ser. Têm estruturas cerebrais diferentes, estruturas emocionais diferentes e diferentes campos perceptuais da dimensão espiritual, ainda que em essência, sejam seres humanos.
Em face dessas diferenças fica mais fácil compreender que, em se tratando de casamento, as razões do homem parecem não ser as mesmas da mulher, de modo que, ao empreenderem o matrimônio, ambos o fazem por diferentes necessidades e motivações.
O QUE ELES QUEREM?
Satisfação sexual
Sem nenhum exagero, para homem, o casamento se faz na cama. Acredito que este instinto é mais focalizado no homem que na mulher.
No casamento o homem projeta a sua realização e satisfação sexual. Quando isto não acontece, o casamento pode perder a sua razão de ser, pois quase nada pode compensar tal carência. É evidente, que com a exploração que a mídia e a sociedade em geral, fazem do sexo, os problemas sexuais no homem, podem se transformar facilmente em traumas psicológicos.
Companhia prazerosa
Desde o princípio foi constatado por Deus. De fato, o homem é carente de uma companhia, da presença estável de uma mulher que esteja ao seu lado, livrando-o da terrível sensação de solidão.
O relacionamento para o homem é presença; ele se guia pela vista, ainda que não necessariamente, pelo tato, como acontece com a mulher. É necessário porém, que esta companhia lhe seja prazerosa, no sentido de lhe proporcionar certas gratificações ou prêmios, em face de sua condição de provedor. Pelo menos é assim na psique do homem.
O homem considera uma atividade compartilhada com sua companheira como uma alta expressão de intimidade. Isto lhe causa muito prazer. A mulher conquistaria melhor seu marido se participasse mais, com ele, de atividades recreativas. Na realidade, para o homem, não é tão importante o realizar junto, mas, estar junto dele em atividades que lhe dão prazer.
Uma esposa atraente
O livro de Cantares de Salomão ilustra bem esta necessidade do homem. O escritor, ao longo de todo o livro não deixa de expressar o seu encanto com as formas de sua esposa, partes do seu corpo que em geral, recebem alta cotação do clube masculino, chegando mesmo a descrevê-las, comparando-as com paisagens e formas da natureza que tanto os fascinam. Talvez, em função da valorização que o homem dá à aparência de sua esposa, muitas mulheres estão percorrendo verdadeiros calvários para manter suas formas bem acentuadas, o que tem levado algumas, inclusive, a comportamentos obsessivos a esse respeito. É bom lembrar que nem sempre as pessoas têm total controle sobre alterações que se processam no seu corpo.
Uma guardiã do lar
Muitas mulheres enganam-se, ao imaginar que os homens abandonaram definitivamente a imagem internalizada, ao longo de milhões de anos, da esposa que cuida da casa, desempenhando tarefas típicas dessa função. Muitas mulheres, inspiradas nos ideais feministas abandonaram por completo o cuidado da casa, para que não fossem vistas como súditas do império machista. Esta mudança radical causou um forte impacto na relação conjugal. Nem a mulher nem o homem conseguiu assimilar bem tal mudança. Estudos revelam que a grande maioria dos homens casados ainda se incomoda muito quando as suas esposas deixam de lhes fazer pequenas tarefas como, prega os botões de suas camisas.
Admiração
O desejo de ser admirado e reconhecido é mais aguçado no homem que na mulher. O homem parece viver em função desse desejo, que lhe é visto como o preço mais justo que pode lhe ser pago por aquilo que ele realiza. Sem admiração o homem definha e empobrece. Sem admiração, sua motivação para as conquistas e para as realizações se esvaem e seu entusiasmo pela vida desaparece. A admiração para o homem funciona como combustível e ao mesmo tempo, como parâmetro que mede a eficácia de seus atos.
O QUE ELAS QUEREM?
Afeto
A mulher é movida por afeto, que é o mais nutritivo alimento do seu coração. Quando elege o seu cônjuge, ela espera receber dele afeto, em forma de palavras, de toques e de atitudes, pois as relações conjugais lhes são sinônimos de relações afetivas. A sensibilidade da mulher ao toque, por exemplo, é dez vezes maior do que a do homem. O casamento para a mulher, é acima de tudo, a expressão máxima de amor e compromisso entre duas pessoas, e só secundariamente, entendido como uma instituição.
O afeto é uma de suas necessidades permanentes e, independente do tempo que está casada, a mulher espera receber sempre do seu esposo boas e constantes doses de carinho e afeto.
Intimidade
No relacionamento conjugal, quanto mais proximidade, melhor. No caso da mulher, parece que sua estrutura emocional e sua estrutura cerebral, têm este campo de necessidade maior que a do homem, fazendo com que, a convivência íntima seja muito mais buscada por ela do que por ele, no casamento. A mulher cobra constantemente do homem esse tipo de convivência e um ambiente onde haja compreensão empática e um nível de confiança baseado no compromisso da fidelidade e da continuidade das relações conjugais.
Diálogo
Um outro aspecto relevante, é que para a mulher, a comunicação vai além de mera conversa clichê, aquela que se faz através de frases prontas e chavões, em que as palavras soam vazias. Ao se comunicar, a mulher expressa sentimentos e usa a comunicação num nível mais profundo, para se aproximar e tornar-se íntima. Daí a sua grande necessidade de falar sobre a relação e de ter o feeedback do seu cônjuge a esse respeito.
Sem sombra de dúvida, ao lado de um homem calado, com o olhar perdido, sempre há uma mulher se sentindo desprezada e distante, com a sensação de que algo vai muito mal na sua relação conjugal. O silêncio do homem é uma das maiores ameaças para a mulher.
Honestidade
A personalidade de uma pessoa sempre foi um aspecto importante a ser avaliado no momento de se decidir por uma relação duradoura. Nas mulheres, isto parece ser ainda mais valorizado que nos homens. Enquanto estes têm a tendência de se basear mais pela vista, aquelas se interessam mais por qualidades interiores do homem, os traços de sua personalidade, suas características pessoais, seu caráter. A honestidade é um dos traços que a mulher mais admira no homem. Só numa relação de honestidade e franqueza a mulher se sente segura e tranqüila para expressar livremente toda a grandeza dos seus sentimentos.
Sustento financeiro
Quase que em toda história da humanidade o homem exerceu o papel de provedor da família. Era o responsável pelo abrigo e o sustento desta. Há no seu cérebro, uma estrutura programada para esse tipo de comportamento e, mesmo nos nossos dias, não é simples para ele conviver numa situação em que a mulher esteja fazendo o seu papel, como acontece em muitas famílias. A mulher, por sua vez, não superou o condicionamento de milhões de anos, vivendo sob a proteção do homem e continua a vê-lo como o mantenedor do lar, mesmo nos casos em que esteja ganhando mais que ele.
josue-goncalvesJosué Gonçalves
Terapeuta familiar, pastor sênior do Ministério Família Debaixo da Graça – Assembleias de Deus em Bragança Paulista – SP onde mora com a esposa, Rousemary, e os três filhos, Letícia, Douglas e Pedro. O pastor Josué é membro da CGADB – Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil e AEVB – Associação Evangélica Brasileira. Bacharel em teologia pelo IBAD – Instituto Bíblico das Assembleias de Deus, com especialização em aconselhamento pastoral e terapia de casais, exerce um ministério específico com famílias desde 1990. É conferencista internacional, tendo ministrado em todo o Brasil, e em países como, Japão, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Portugal, Luxemburgo e Alemanha.
Fonte: Amofamilia

Como Interpretar a Bíblia? - Augustus Nicodemus

Augustus NicodemusÉ bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte (Recife), mestre em Novo Testamento pela Universidade Reformada de Potchefstroom (África do Sul)e doutor em Interpretação Bíblica pelo Westminster Theological Seminary (EUA), com estudos no Seminário Reformado de Kampen (Holanda).
 Biografia Augustus Nicodemus

Como Interpretar a Bíblia 



Apocalipse 13 é um dos mais fascinantes capítulos da Bíblia

Apocalipse 13

Apocalipse 13 é um dos mais fascinantes e misteriosos capítulos de toda a Bíblia. Esse capítulo é singular para a nossa época, porque não identifica países definidos por fronteiras; em vez disso, ele fala do mundo inteiro – um mundo global. Essa mensagem simplesmente ignora que o planeta Terra é dividido em cinco continentes e aproximadamente 200 nações. Ele ignora que essas nações são diversas, falam línguas diferentes, têm diferentes culturas, praticam várias religiões, têm seus próprios costumes e festejam seus próprios feriados. Apocalipse 13 ignora tudo isso e simplesmente nos revela um mundo único no final dos tempos: uma Nova Ordem Mundial para todas as pessoas do planeta Terra.
Sabemos que uma situação dessas seria impossível um século atrás. O mundo era muito diversificado e dividido por fronteiras nacionais, mantidas por forças militares. Mas, hoje em dia, está acontecendo uma coisa que nunca aconteceu antes: a corrida em direção ao globalismo.
Durante a crise financeira internacional, o globalismo atravessou um terreno instável, em que as nações tentaram desesperadamente cuidar de si mesmas. Neste contexto, o protecionismo tornou-se uma questão séria para o mundo. Mas tudo isso é temporário. Não devemos jamais permitir que nossa visão da profecia bíblica seja obscurecida pelas circunstâncias atuais. No fim das contas, o mundo precisa, e irá, se tornar um. Essa é uma sentença irrevogável da profecia bíblica.
Apocalipse 13 mostra o resumo do sucesso fraudulento de Satanás, o deus deste mundo e príncipe das trevas que dominou o planeta Terra com suas artimanhas. Esse capítulo da Bíblia fala de política, comércio e religião; tudo junto. A autoridade terrena é o Anticristo; seu poder é absoluto. Ninguém pode existir no planeta Terra se não tiver a marca da besta.
Os 18 versículos de Apocalipse 13 são uma mensagem compacta sobre o final dos tempos, destacando três identidades principais:
1. O dragão;
2. A primeira besta, que é o Anticristo; e
3. A segunda besta, que é o falso profeta.

Trindade e criação

O dragão, a primeira e a segunda besta são uma imitação da Trindade de Deus. Sua tarefa é a criação de duas coisas específicas: 1. A imagem da besta; e 2. A marca da besta.
Enquanto Deus criou o homem à sua imagem e lhe ordenou que sujeitasse a terra, a trindade do mal cria a imagem e a marca da besta para sujeitar o homem. O propósito de Satanás é tornar o homem sujeito à sua autoridade. Satanás quer ser Deus. Essa, em resumo, é a história da humanidade.

Introdução à revelação de Jesus Cristo

A mensagem desse capítulo precisa ser entendida, estudada e analisada no contexto de todo o livro do Apocalipse.
O livro começa com: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João” (Apocalipse 1.1); e termina com: “A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Apocalipse 22.21). Ele é, portanto, a Revelação de Jesus Cristo.
Os três primeiros capítulos revelam o Senhor exaltado e suas mensagens para sete igrejas especificadas por seus nomes. Essas igrejas são geográfica e historicamente identificáveis. São igrejas reais, existentes na terra.

Céu aberto

Então, no capítulo 4, algo diferente acontece: “Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (v. 1). Agora, o lugar do evento é o céu. O texto menciona especificamente que João recebeu ordem de subir “para aqui” a fim de ver e transcrever “o que deve acontecer depois destas coisas”.

Ao lermos o livro de Apocalipse, é importante entender que esta é uma mensagem vinda do céu.

Fora deste mundo

Ao lermos o livro de Apocalipse, é importante entender que esta é uma mensagem vinda do céu. João está na presença do Senhor, no céu. Estamos diante de algo que, literalmente, não é deste mundo, mas é endereçado às pessoas da terra, particularmente àqueles que lêem e ouvem: “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Apocalipse 1.3).

Coisas físicas terrenas e coisas físicas espirituais

Ao lermos o livro de Apocalipse como crentes em Cristo, precisamos pedir sabedoria para distinguir entre coisas físicas terrenas e coisas físicas espirituais.
Aqui está um exemplo: No capítulo 1, encontramos uma descrição do Senhor:
“Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro.  A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força” (v. 12-16).
João é incapaz de descrever o que está vendo, senão através de definições metafóricas. Observe as palavras “semelhante” e “como”. Os seus cabelos eram brancos “como neve”; seus olhos, “como chama de fogo”; seus pés “semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha”; a sua voz “como voz de muitas águas”. Se deixarmos nossa imaginação correr solta, construiremos uma figura delirante: um homem com cabelo branco, com labaredas saindo dos olhos, pés pegando fogo, e com uma voz parecendo as Cataratas do Niágara. Esses pensamentos nos levam a uma imagem distorcida da realidade espiritual que o autor tenta transmitir no livro de Apocalipse.
Vejamos alguns outros exemplos.

Irreal, em termos terrenos

No capítulo 5, lemos estas palavras: “... eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu...” (v. 5). No verso 6, lemos: “... entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto...”. Obviamente, o Senhor não havia se transformado num animal, num cordeiro, e nem num leão. Ele é aquele que Isaías descreve: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).
Mas, novamente, acho que todos nós concordamos que uma criança não poderia ser chamada de “Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Sob o ponto de vista intelectual, não faz o menor sentido. Assim, precisamos nos lembrar do que diz 1 Coríntios 2.14-15: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém”.

Não faz sentido presumir que a besta sobre a qual lemos em Apocalipse 13 seja um animal desconhecido que tem sete cabeças e dez chifres.

A besta de sete cabeças

Do mesmo modo, não faz sentido presumir que a besta sobre a qual lemos em Apocalipse 13 seja um animal desconhecido que tem sete cabeças e dez chifres. Se deixarmos essas fantasias entrarem na nossa mente, imaginando a figura de um monstro, teremos dificuldade em entender o significado espiritual realista dessa profecia.
Apocalipse 13 pode ser difícil de entender, mas isso não altera o que está escrito em 2 Timóteo 3.16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. Com essas palavras, temos a garantia da confiabilidade da Bíblia e recebemos instruções para estudar criteriosamente o conteúdo da Bíblia; neste caso, o livro de Apocalipse.

Toda a terra

Em particular, este capítulo se aplica à época em que vivemos por causa das palavras que identificam o globalismo: “toda a terra” (v. 3); “cada tribo, povo, língua e nação” (v. 7); “adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra” (v. 8); “a terra e os seus habitantes” (v. 12). Essas palavras apontam claramente o que está acontecendo em nossos dias. “Toda a terra”significa o mundo inteiro, e essa é a característica do globalismo.
É mais do que evidente que isso não poderia ter acontecido 100 ou 200 anos atrás. Naquela época, seria impossível para o mundo se unir, ser governado por um único líder ou ter um sistema econômico que monopolizasse o planeta Terra. Pensar em uma religião unificada que fizesse com que “todos os que habitam sobre a terra” adorassem a besta era algo completamente fora de cogitação.

O que aconteceria se seus aviões não pudessem voar por cima dos outros países? A interdependência é um resultado natural do avanço tecnológico.

A nova interdependência

Até há pouco tempo, as nações tinham independência. Cada uma delas precisava zelar pela segurança de suas fronteiras e estabelecer novas, na maioria das vezes pelo uso da força. Elas tinham que cuidar de sua economia, finanças e religião, independentes umas das outras. Mas, hoje em dia, isso já não acontece. Praticamente tudo se tornou uma questão global. Tudo o que acontece em outros países, afeta o nosso. A independência foi substituída pela interdependência. O motivo disso é bastante razoável. Por exemplo, para fazer vôos para a Europa, os Estados Unidos tem que pedir permissão ao Canadá para cruzar seu espaço aéreo. Pense só em países interiores, como a Suíça. O que aconteceria se seus aviões não pudessem voar por cima dos outros países? A interdependência é um resultado natural do avanço tecnológico.

Comunicação

A comunicação entre as nações também era limitada. Os países falavam línguas diferentes. A tradução só estava ao alcance das classes superiores. Ninguém sabia realmente o que estava acontecendo no país vizinho. A única informação disponível era aquela fornecida por seus respectivos líderes.
Hoje em dia, podemos nos comunicar com o mundo todo a qualquer hora. Ondas de rádio, telefone, satélites e cabos interconectaram os continentes. Praticamente todas as pessoas podem se comunicar com qualquer um a qualquer hora.

Transporte


Quando lemos na Bíblia sobre uma sociedade política, econômica e religiosa global, compreendemos que só nos nossos dias é que essas coisas são possíveis.
E o que dizer dos transportes? As possibilidades eram bastante limitadas antes de 1900. Os transportes terrestres dependiam da tração animal: cavalo, jumento, camelo, etc. Essa forma de viajar extremamente desconfortável provocava dores nas costas, era muito cansativa e expunha o viajante a grandes perigos. Até mesmo um rei não conseguia percorrer mais do que alguns quilômetros por dia. Além disso, não havia estradas pavimentadas que permitissem uma viagem com um mínimo de conforto. Fora dos vilarejos e cidades, não havia ruas pavimentadas nem rodovias de concreto. As viagens dependiam das condições meteorológicas. Ao tentar ir de um lugar ao outro, o viajante podia ficar retido por vários dias por causa da chuva, por exemplo. As pontes eram poucas. No calor do verão, deveria ser insuportável viajar por aquelas estradas quentes e poeirentas, através de densas florestas, sujeito a todo tipo de perigo a cada curva. Cruzar os oceanos era se arriscar num barquinho de madeira, dependendo dos ventos para se mover e esperando que eles soprassem na direção certa. Histórias sobre as antigas viagens marítimas ficaram registradas para nós no Livro dos Atos. Hoje, podemos praticamente dar a volta ao mundo em 24 horas. Um percurso de 50 km numa cidade não é nada incomum. Muitos fazem isso diariamente.
Portanto, quando lemos na Bíblia sobre uma sociedade política, econômica e religiosa global, compreendemos que só nos nossos dias é que essas coisas são possíveis. Estamos vivendo na época em que essas coisas podem se cumprir.
Espero que esta breve introdução prepare o palco para nosso estudo a respeito desse capítulo singular – Apocalipse 13 – e transmita ao nosso coração a mensagem de que esta é realmente a preparação para a última vitória de Satanás! (Arno Froese -http://www.chamada.com.br)
Arno Froese É o Diretor-Executivo da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite nos Estados Unidos. Realiza várias conferências anualmente nos EUA e edita as revistas “Chamada da Meia-Noite” e “Notícias de Israel” em língua inglesa. Arno Froese é autor dos livros: “A Misteriosa Babilônia de Saddam”, “Rumo ao Sétimo Milênio”, “O Arrebatamento” (em língua inglesa) e “Como a Democracia Elegerá o Anticristo” (disponível em portuguê

E se eu não tiver o dom de evangelista?


E se eu não tiver o dom de evangelista?
Eu entendo que há muitos obstáculos para a prática do evangelismo; eu sei disso porque costumava usar todas aquelas desculpas para evitar as oportunidades de praticá-lo. Tendo em vista a oposição do mundo, minhas tentativas prévias atrapalhadas ou fracassadas, e os desafios de meu próprio coração pecaminoso, parece ser melhor deixar essa atividade nas mãos dos profissionais, bons de conversa e apoiados por grandes organizações religiosas. Eles são tão bons que parecem ter um… dom. Mas o que é ter esse “dom de evangelista”, afinal de contas?
Quando eu converso com pessoas que não se sentem com esse “dom”, normalmente ouço variações do mesmo tema: Eles não vêem frutos, se sentem intimidados porque não sabem o que dizer, ou se sentem desconfortáveis. Alguns admitem que perderam o amor pelos não cristãos.
Mas não podemos deixar esses (sinceros) valores não bíblicos minarem o evangelismo. Devemos nos livrar da idéia de que ter algum dom para o evangelismo significa ver resultados. Todos nós, em algumas situações, com certos tipos de pessoa, somos intimidados pelo pensamento de compartilhar nossa fé. Manter (ou reconquistar) o amor pelos outros nos leva ao coração do evangelho.
O que é importante, segundo a Bíblia, é a fidelidade no evangelismo. Aqui estão quatro coisas que tem sido de grande ajuda para me manter fiel no evangelismo.

Seja corajoso

Sem dúvida: o “temor dos homens” é a barreira número um ao evangelismo. Vemos muitas vezes que grande parte do que é ensinado sobre evangelismo são técnicas de como não ser ofensivo. Mas o evangelho é ofensivo: por exemplo, quando chamamos pessoas a se reconciliarem com Deus, isso também envolve compartilhar que elas são pecadoras. Então tome cuidado com a linguagem trabalhada ou as técnicas de testemunho que só servem para dissolver a mensagem do evangelho. Lembre-se de quando Paulo compartilhava o evangelho, ele não só era repudiado publicamente, como muitas vezes era levado para a cadeia. E foi da prisão que Paulo pediu orações para que ele fosse corajoso pelo evangelho. Se as pessoas são ofendidas pela mensagem do evangelho, isso pode ser desconfortável, mas a verdade desconfortante é melhor que o silêncio.

Seja claro

Certifique-se de definir o evangelho e o evangelismo corretamente. Aqui estão quatro definições importantes:
  • O evangelho é a mensagem de Deus que leva à salvação;
  • Essa mensagem inclui afirmações exclusivistas sobre o caráter de Deus, o conflito humano perante esse Deus, e o que Cristo fez para resolver esse conflito;
  • A salvação é a reconciliação com Deus;
  • Evangelismo é transmitir essa mensagem de reconciliação a não cristãos com o objetivo de convencer ou converter.
Você conhece a mensagem de uma ponta a outra? Você entende o que são essas afirmações exclusivistas? Você está disposto a tomar uma posição em um mundo que odeia o que é “exclusivo”?
Memorize as definições de Deus, o homem, Cristo, o pecado e as Escrituras que baseiam esses conceitos.

Compartilhe com freqüência

Paulo disse “tire o máximo de cada oportunidade”. O que mais eu posso dizer? A prática leva à perfeição? Não quero soar como o comercial de tênis, mas apenas faça [Just do it]. Eu tenho notado que o evangelismo é a disciplina espiritual que enferruja mais rápido na minha vida.

Ame bastante

Você deseja ver aqueles ao seu redor encontrando Jesus? Você está orando por oportunidades de evangelismo na vida deles? Olhe para si mesmo: é o pecado que está te impedindo de amar os outros? Lute por compaixão na sua vida; lute pela habilidade de enxergar os outros como Deus enxerga, não como o mundo enxerga.
Viver o evangelho em sua vida é contagiante. Certifique-se que a temática da mensagem evangelho seja parte do seu falar e agir, dia a dia – especialmente o amor.
Assim, evangelismo fiel é ser corajoso, claro, compartilhar com freqüência e amar bastante.
Via, iPródigo.com.

O Que é a Verdade? - Morton H. Smith


Por Morton H. Smith


Integridade Doutrinária

Nesta era de lassidão geral e afastamento da fé cristã ortodoxa, uma das maiores necessidades é o retorno à integridade doutrinária. Em especial, os homens responsáveis pela pregação sagrada deveriam ser homens que ensinam a verdade, e nada mais do que a verdade da Palavra de Deus. Uma das urgentes necessidades deste mundo de trevas, repleto de falsidade, é a proclamação clara da verdade da Palavra de Deus.

A tentação de Satanás para Eva ocorreu na área da integridade doutrinária. Ele ousou acusar a Deus de falta de integridade. A queda do homem resultou em que a tentação permanente do mundo, da carne e do Diabo é sermos menos do que verdadeiros em nosso viver diário. Como Jesus disse, Ele mesmo é a verdade e a vida; por isso, o evangelho envolve uma proclamação da verdade em um mundo de mentiras. Todos os cristãos devem, mediante o seu testemunho por Cristo, declarar toda a verdade do evangelho.

Todo o conhecimento que podemos encontrar neste mundo foi colocado aqui por Deus, o Criador. Em última análise, toda a verdade está em Deus. Ele é a fonte de toda a verdade que encontramos no mundo que ele criou. Portanto, quando Deus falou a Adão as palavras da aliança de obras, proibindo-o de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele afirmou a verdade para Adão. Na tentação dirigida a Eva, Satanás declarou abertamente que isso era falso. Quando Jesus falou com os judeus incrédulos, ele lhes disse que Satanás é o pai da mentira: "Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8.44). A incredulidade deles se alicerçava no fato de que tinham um coração pecaminoso e não-regenerado.

Em outra ocasião, Jesus falou sobre si mesmo nestes termos: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6). Ele estava afirmando que, desde o momento em que Satanás introduziu a mentira, ou a falta de integridade no mundo, e que Adão a abraçou em sua queda, uma das necessidades básicas do mundo é a reintrodução da verdade. E foi exatamente isso que Jesus declarou estava fazendo no mundo. Também disse que só existe um meio de salvação: vir a ele, que é a própria verdade. Jesus testemunho isto a Pilatos: "Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz" (Jo 18.37). Pilatos respondeu cinicamente: "Que é a verdade?", mostrando assim sua natureza não-regenerada.

Nesse mesmo evangelho, lemos que Jesus confiou aos seus discípulos o ministério que recebera do Pai: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade" (Jo 17.17-19). Jesus estava rogando que o Pai santificasse os discípulos "na verdade", para que pudessem proclamar a verdade de seu Evangelho neste mundo de falsidade e trevas.

A grande comissão de Jesus, registrada em Mateus 28, define a missão da igreja em dois empreendimentos. Primeiramente, ela deve evangelizar o perdido e, assim, unir os eleitos na igreja. Em segundo, a igreja deve ensinar aos seus membros todas as coisas reveladas nas Escrituras. Qualquer outra coisa que a igreja faça tem de ser subsidiária a essa comissão. Tanto a evangelização como o ensino dos membros exigem que a igreja mantenha integridade doutrinária. Qualquer falha em cumprir isso é desobediência à ordem de Cristo para a igreja.

Se isso é verdade, é óbvio que Deus colocou sobre os ministros da Palavra a absoluta necessidade de serem leais e fiéis à Palavra em sua pregação e ensino. Tornar-se verdadeiro intérprete da Palavra é o dever sublime e celestial de cada homem que prega as Escrituras. Visto que a Palavra foi dada tanto no hebraico como no grego, os pregadores têm de ser capazes de abordar essas línguas de modo tão suficiente, que entendam apropriadamente o texto que desejam proclamar às suas congregações. Em outras palavras, a exigência de integridade no ministério da Palavra exige dos pregadores o compromisso de estudarem a Palavra em suas línguas originais.

Uma parte da verdadeira interpretação da Bíblia inclui o entendimento de como textos específicos se enquadram em todo o sistema de verdade apresentado nas Escrituras. Portanto, o ministro da Palavra precisa estar ciente de todo o sistema de teologia apresentado na Bíblia. O estudo da história da igreja revela que a igreja medieval perdera amplamente a verdade bíblica, visto que substituíra o ensino da Palavra de Deus pela tradição dos homens.

A Reforma produziu um novo compromisso com o princípio de Sola Scriptura. O resultado foi a redescoberta do evangelho pela igreja, à medida que procurava ser reformada pela Palavra de Deus. Um dos benefícios da Reforma foi a destilação dos dogmas da igreja em vários Credos ou Confissões reformados. Foram produzidas cerca de 39 Confissões; e um dos fatos notáveis é que elas mantinham um unidade básica.

A fim de preservar a integridade da pregação nessas igrejas, exigiu-se dos ministros que subscrevessem a Confissão das igrejas em que serviam. Uma forma histórica de subscrição exigida até hoje por algumas denominações é esta: "Você recebe e adota a Confissão de Fé e o Catecismo desta igreja como documentos que contém o sistema de doutrina ensinado nas Escrituras Sagradas?". Em outras palavras, o ministro a ser ordenado está dizendo que a Confissão de Fé e o Catecismo de Westminster afirmam o que ele acredita ser o ensino da Bíblia. Cumpre àqueles que assumem essa subscrição serem fiéis em sua pregação e ensino e proclamarem todo o desígnio de Deus expresso nas Escrituras e interpretado nas Confissões da igreja. Deixar de fazer isso significa corromper a integridade doutrinária que o Senhor espera de seus servos.

Em nossa evangelização, tendemos frequentemente a insistir em uma resposta emocional ao evangelho, sem antes transmitir apropriadamente as grandes doutrinas da fé cristã à pessoa. Precisamos reconhecer que uma resposta correta do coração ou da consciência só pode ser manifestada depois que a verdade do evangelho é comunicada ao pecador. Uma resposta bíblica genuína acontece somente quando a verdade do Evangelho é compreendida. Percebemos, assim, a necessidade de integridade doutrinária por parte de todos os cristãos, que devem ser testemunhas do evangelho para o mundo que nos rodeia.

- Sobre o autor: Dr. Morton H. Smith é Prof. de Teologia Bíblica e Sistemática no Greenville Presbyterian Theological Seminary, SC

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Fonte: Os Purtianos

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Pastor abre o jogo e desabafa

De volta ao evangelho - Hernandes Dias Lopes


O evangelho é a melhor notícia que já ecoou nos ouvidos da história. É a boa nova da salvação vinda de Deus a pecadores perdidos. É o transbordamento do amor divino aos filhos da ira. É a graça sem par a pessoas indignas. É a misericórdia estendida a indivíduos arruinados. 

O evangelho é o novo e vivo caminho que Deus abriu desde o céu para o céu. Esse não é o caminho das obras, mas da graça. Não é o caminho do mérito, mas da oferta gratuita. Não é o caminho da religião, mas da cruz. A salvação é uma obra monergística de Deus, trazendo libertação aos cativos, redenção aos escravos e vida aos mortos.
Com respeito ao evangelho, precisamos estar alertas sobre alguns perigos. Tanto no passado como no presente, ataques frontais foram e ainda são feitos para esvaziar o evangelho, distorcer o evangelho e substituir o evangelho por outro evangelho, que em essência, não tem nada de evangelho. Quais são esses perigos?
Em primeiro lugar, o perigo de substituir o evangelho da graça pelo evangelho das obras. O mundo odeia o evangelho, porque este é um golpe fatal em seu orgulho. O evangelho anula completamente qualquer possibilidade do homem vangloriar-se. Reduz o homem à sua condição de completo desamparo. Mostra sua ruína absoluta, sua depravação total, sua escravidão ao diabo, ao mundo e à carne, sua corrupção moral e sua morte espiritual. A tentativa do homem chegar-se a Deus pelo caminho das obras é tão impossível como tentar construir uma torre até aos céus. O apóstolo Paulo diz aos judaizantes que estavam perturbando a igreja e pervertendo o evangelho, induzindo as pessoas a praticarem as obras da lei para serem salvas, que isso é um outro evangelho, um evangelho falso, que desemboca na ruína e na perdição.Conheça os livros de  Hernandes Dias Lopes
Em segundo lugar, o perigo de substituir o evangelho da cruz pelo evangelho da prosperidade. Prolifera em nossos dias os pregadores da conveniência, os embaixadores do lucro em nome da fé. Multiplicam-se neste canteiro fértil da ganância, homens inescrupulosos que mercadejam a palavra de Deus, fazendo da igreja uma empresa, do púlpito um balcão, do evangelho um produto híbrido, do templo uma praça de negócios e dos crentes consumidores. O vetor desses obreiros da iniquidade é o lucro. Pregam para agradar. Pregam para atrair as multidões com uma oferta de riqueza na terra e não de um tesouro no céu. Torcem as Escrituras, manipulam os ouvintes, enganam os incautos, para se locupletarem. Sonegam ao povo a mensagem da cruz, a oferta da graça, a mensagem da reconciliação por meio do sangue de Cristo. Embora esses pregadores consigam popularidade estão desprovidos da verdade. Embora reúnam multidões para ouvi-los, não oferecem aos famintos o Pão do céu. Embora, se vangloriem de suas robustas riquezas acumuladas na terra, são miseravelmente pobres na avaliação do céu.Conheça os livros de  Hernandes Dias Lopes
Em terceiro lugar, o perigo de se pregar o evangelho sem o poder do Espírito Santo. Se a pregação do falso evangelho das obras e da prosperidade é um negação do genuíno evangelho, a pregação do verdadeiro evangelho sem o poder do Espírito é uma conspiração contra o evangelho. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. Nele se manifesta a justiça de Deus. Não podemos pregá-lo sem a virtude do Espírito Santo. O pregador precisa ser um vaso limpo antes de ser um canal de bênção. Precisa viver com Deus antes de falar em nome de Deus. O pregador precisa ser cheio do Espírito antes de ser usado pelo Espírito. Se a pregação do evangelho é lógica em fogo, a mensagem do evangelho precisa queimar no coração do pregador antes de inflamar os ouvintes. Precisamos desesperadamente de um reavivamento nos púlpitos. Precisamos voltar ao evangelho! Conheça os livros de  Hernandes Dias Lopes
Via, hernandesdiaslopes.com.br

Hernandes Dias Lopes Fez o seu curso de Bacharel em Teologia no Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas-SP no período de 1978 a 1981 e o seu Doutorado em Ministério no Reformed Theological Seminary, em Jackson, Mississippi, nos Estados Unidos no período de 2000 a 2001.

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