Pai Grosseiro

Pai Grosseiro


Dr. Silmar Coelho:
Bom dia! Na sua lista de coisas a serem observadas e em outros livros que já li, fala que se um dos namorados não se dá bem com a própria família ou se a moça não tem um bom relacionamento com o pai, então ela não é uma boa candidata a um relacionamento feliz.

Tenho um pai que desde quando me entendo por gente ouço minha mãe reclamar dele. Ele é grosseiro com a minha mãe e sempre exaltou as pessoas de fora da família, renegando as de sua própria família. Assim que se casou, falou para minha mãe que não sabia porque havia casado, não é carinhoso e é egoísta. Tenho um irmão de personalidade fraca, que fora de casa todos acham que é simpaticíssimo. Como irmão mais velho do que eu, nunca cultivou comigo uma boa amizade. Sempre que apanhava na rua queria descontar em mim. Antes de noivar-se (sem ter condições financeiras) roubou a aliança da minha mãe para fazer as suas alianças de noivado, comprou seu carro com dinheiro da minha mãe, tem 11 anos de casado, todos vividos às custas da minha mãe, tendo a sua família morando na nossa casa.

Como o senhor pode ver, é muito difícil para mim, ter um bom relacionamento com meu pai e com meu irmão. Não estou me defendendo não. Estou apenas expondo o que se passa. Será que só tenho que perdoar, perdoar, perdoar?

Pelo visto, por causa destes relacionamentos quebrados, dos quais me considero vítima, não sou uma boa candidata ao casamento. Gostaria de saber a sua posição quanto a isto. Será justo, simplesmente generalizar, sem analisar particularidades?

Que Deus o abençoe,
Aurora de Abreu



Cara Aurora:

A Bíblia diz: “enquanto estiver em você tenha paz com todos os homens”.


Existem situações que não está em você ter a paz. Você já fez tudo e os outros continuam na mesma. No entanto, quando digo que temos que estar bem com a família é porque entendo que quando casamos, casamos com a família da pessoa amada. Problemas mal resolvidos trarão conseqüências para o casamento. Você pode ser uma ótima candidata à esposa mesmo com a família que você tem. No entanto, se você casar sem resolver estes problemas dentro de você mesma, dificuldades surgirão. Sua família pode ser problema e mesmo assim você viver bem com eles no que depender de você. Mas se você carregar mágoas, amarguras, e falta de perdão dentro de você, certamente estas coisas afetarão seu relacionamento.

Estar bem com a própria família não é dizer que eles são uns santos ou que você viva aos beijos e abraços com pessoas que vivem lhe magoando. Antes, é aprender a aceitar, a perdoar, a ser feliz independente do que eles dizem ou fazem, a ter um relacionamento com Deus acima de dissabores, a não ter vergonha deles ou esconder a família. Sua família pode ter um monte de problemas, mas não existe maneira deles não serem sua família. Quando você aprende a estar bem com eles, independente dos que eles lhe fazem, a vitória chega. Não e fácil eu sei. Seu pai pode ser egoísta, mas você não pode viver lhe acusando de egoísmo. Você não pode excluí-lo da sua vida como se ele não existisse. E seus filhos, o que você vai dizer para eles quando perguntarem pelo vovô?

Seja para o seu pai, tudo aquilo que você gostaria que ele fosse para você. É claro que você não deve permitir que seu irmão abuse ou magoe. Você não pode aceitar o que seu irmão faz com sua mãe. Mas, se suas atitudes criarem raízes de amargura em você mesma, certamente seu casamento será afetado. Excluí-los de sua vida não resolverá seus problemas. Sei de pessoas que têm famílias terríveis e mesmo assim vivem bem com elas.

Claro que você é uma vítima. Mas você não precisa ser a vítima. Você pode ser a abençoadora. A partir de você tudo pode mudar. Você pode e deve ser completamente sarada destes traumas familiares. Na verdade eles têm sido vítimas do Diabo, das circunstâncias, de situações mal resolvidas, do passado, e de não reconhecerem que são vítimas.

Quantas vezes deve-se perdoar um ofensor? Jesus disse: “não te digo que sete, mas setenta vezes sete”. Deus não se preocupa com quantas vezes perdoamos. Não é a quantidade que conta. O perdoar deve ser uma atitude constante. Pois é constante o perdão de Deus para conosco. A questão não é perdoar, perdoar, e perdoar. Ao aceitá-los como eles são, mesmo não concordando com suas atitudes; ao amá-los e entendê-los, passamos a viver bem. Seus erros nos entristecem, mas não nos fazem amargos. Suas atitudes nos magoam, mas não nos fazem magoar. Seus desvios de caráter não nos fazem agir do mesmo modo, não roubam a felicidade.

Você deve recusar-se a ser igual a eles, mas não condená-los. Você deve revelar amor, ser curada, feliz e bela. Como vê, viver bem com a família não é ter uma família perfeita. Não se torne igual a eles, mas não o julgue nem acuse. Respeite-os, não exponha seus problemas, nem os condene.

Existem pessoas que têm pais perfeitos e mesmo assim não vivem bem com eles, logo serão infelizes no casamento. Quando casamos, levamos para o novo relacionamento o que somos e a herança dos nossos relacionamentos antigos. Problemas mal resolvidos ou amarguras, certamente afetarão o futuro. Em Cristo estas coisas podem ser resolvidas. Você não é obrigada a ser o que a sua família é. Não viva o tipo de vida deles. Chega de culpas e acusações. Não permita que as atitudes deles determinem as suas atitudes. Se assim acontecer a pessoa amada será infeliz, pois você também estará infeliz.

Espero ter-lhe ajudado.
No amor de Cristo
Dr. Silmar Coelho

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